O propósito da vida #00145

"... A finalidade única da existência humana é a de acender uma luz na escuridão do ser."
Carl Gustav Jung

Para Jung, o ser humano nasce completo, como um todo, sem necessidade de lutar para ser o que já é. O que lhe cabe durante a existência é desenvolver esse todo essencial, até levá-lo ao mais alto nível de coerência, diferenciação e harmonia, velando para que ele não se fracione em sistemas separados, autônomos e conflitantes, não se transforme em uma personalidade deformada pela dissociação, pelo desmembramento. A meta suprema da psicanálise, segundo ele, é a psicossíntese.

Em outras palavras, o objetivo da vida é a individuação.

Segundo James A. Hall, em seu livro " A Experiência Junguiana", a individuação é a manifestação, na vida, do potencial inato e congênito da pessoa; processo pelo qual todas as potencialidades de uma psique particular se manifestam no curso da vida. Porém, como nem todas as possibilidades podem ser realizadas (posso todas as coisas, mas nem todas me convêm, já tinha sido dito por um autor bíblico),  a individuação jamais se completa. 
Dessa forma, é possível entender que ela é mais a busca do que o objetivo, mais a direção do que o local de descanso. E o autor junguiano ainda continua dizendo que o ego em processo de individuação alcança repetidas vezes pontos em que deve transcender a imagem que fazia de si mesmo até então (a expressão "vinho novo não pode ser colocado em odres velhos" cabe aqui?). E essa experiência é dolorosa para o ego, visto que ele faz uma imagem de si, se apega a ela e se identifica como se ela fosse a pessoa real.

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