O Banquete - da Embriaguez à Lucidez #00232
Um grupo de homens se reúne para um banquete e decide fazer algo aparentemente simples: falar sobre o amor. Cada discurso revela um modo diferente de compreendê-lo, como se o amor pudesse ser percorrido em degraus. No início, ele aparece como atração física. Amor como desejo pelo corpo, pelo prazer, pela beleza visível. É intenso, arrebatador, mas instável. Vive do impacto imediato e se alimenta do excesso. Depois, o amor se desloca do prazer para o valor. Passa a ser visto como força que inspira coragem, feitos nobres, honra e sacrifício. Já não é apenas impulso. Torna-se virtude moral, algo que eleva quem ama. Em seguida, surge uma ideia mais profunda e perigosa: a de que o amor nasce da falta. Ama-se porque algo parece ausente, quebrado, perdido. O outro passa a carregar a promessa de completude, como se fosse capaz de restaurar uma unidade original. Aqui, o amor deixa de ser encontro e começa a flertar com a dependência. Mas o moviment...