A solidão do Eremita #00374
Muitas pessoas olham a vida através das lentes do inconsciente e chamam isso de destino. Na Justiça, isso amadurece. O Louco acreditava que a vida simplesmente acontecia. A Justiça revela que a consciência participa, continuamente, da realidade que experimenta. Não de maneira mágica, nem simplista. Mas por meio das escolhas, dos hábitos, das omissões, das palavras, das relações e da coerência entre o mundo interno e o externo. É aqui que Jung, Jesus e o Tarô praticamente se encontram no mesmo ponto. Jung diria: o inconsciente produz padrões. Jesus diria: a árvore é conhecida pelos frutos. A Justiça apenas coloca uma balança sobre a mesa e pergunta: "Olhe para os frutos. Eles correspondem à árvore que você acredita estar cultivando?" Essa, para mim, é a pergunta mais profunda desse arcano. Ela não acusa. Ela convida ao autoexame. E isso é muito mais transformador do que qualquer ideia de julgamento. E o Arcano que melhor nos convida ao autoexame é o Eremita. E o Eremita é um d...