O código que ninguém vê
Ontem ouvi falar sobre os samurais. Não sobre as espadas, nem sobre as batalhas. Foi sobre o código. Achei curioso pensar que alguém pudesse escrever, para si mesmo, uma espécie de mapa de conduta. Não exatamente um manual sobre como vencer os outros, mas sobre como não se perder de si mesmo enquanto atravessa o mundo. Fiquei pensando nisso por muito tempo. Talvez porque, depois de certa idade, a gente perceba que algumas das nossas maiores batalhas não acontecem diante de um inimigo. Acontecem quando alguém ultrapassa um limite e nós não sabemos se devemos falar. Quando alguém nos decepciona e nós inventamos uma desculpa para continuar confiando. Quando contamos alguma coisa em segredo e descobrimos, depois, que ela ganhou outras bocas, outros ouvidos, outras interpretações. Quando dizemos “não tem problema” apenas porque não queremos criar um problema. E, principalmente, quando fazemos conosco aquilo que juramos que ninguém mais deveria fazer. Foi então que pensei que talv...