Dia 12. Observe alguma coisa bonita até o fim #00421
Uma flor.
Uma nuvem.
Um prédio antigo.
Uma criança desenhando.
Um animal dormindo.
Observe sem transformar imediatamente a experiência em conteúdo.
A beleza não precisa sempre provar que existiu.
Espaço de escrita sobre memórias, afetos e silêncios. Histórias de abandono, cuidado invisível e resistência se cruzam com reflexões sobre a vida adulta e pequenas violências do cotidiano. Onde escrevo para nomear o que passa despercebido, para transformar gestos invisíveis em linguagem e reivindicar espaço próprio. Não para consolo nem autopromoção: é registro, protesto e contemplação para existir plenamente, sem aprovação alheia. Trazer numinosidade ao caos que é viver e ser humano.
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