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Ártemis: O arquétipo da mulher independente #00107

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Ártemis é filha de Zeus e Leto , e irmã gêmea de Apolo . Nascida em Ortigia ou Delos , segundo o mito, ela teria ajudado sua mãe a dar à luz ao seu irmão Apolo — razão pela qual também é deusa das parturientes , apesar de ser virgem. Nome grego: Ἄρτεμις ( Artemis ) Equivalente romana: Diana Domínios principais: Caça, natureza selvagem, animais, virgindade, parto, a lua, e a transição entre infância e maturidade. Símbolos: Arco e flechas, lua crescente, cervo, ursa, cipreste, tochas. Epítetos comuns: Potnia Theron – “Senhora dos Animais” Phoebe – “A Brilhante” (ligada à luz lunar) Kalliste – “A mais bela” Agrotera – “A Caçadora Selvagem” Hekateia – “Do domínio de Hécate” (associada à noite e à magia) Ártemis habita o limiar entre civilização e natureza , entre vida e morte , infância e maturidade , pureza e selvageria . Ela é uma figura ambígua , guardiã de fronteiras: protege, mas também pune com ferocidade. Para as meninas , representava o rito de passagem da infân...

Falar sobre Arquétipos nunca é demais... #00106

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Os arquétipos estão entre as ideias mais profundas e influentes da psicologia, mitologia e filosofia simbólica. A palavra se tornou popular graças a Carl Gustav Jung , mas suas raízes remontam à filosofia platônica, à tradição mística antiga e ao pensamento mitopoético. Arquétipo vem do grego arkhétypon :  arkhé = princípio, origem, fundamento /  typos = modelo, forma, impressão Portanto, arquétipo significa  “modelo original” , ou “forma primordial”:  algo que existe como matriz invisível , a partir da qual se formam todas as manifestações no plano concreto. Na filosofia de Platão , as Ideias ou Formas ( eide ) eram arquétipos: realidades eternas que serviam de modelo para o mundo sensível. O mundo material seria apenas uma sombra ou reflexo desses modelos ideais. Por outro lado,  Carl Gustav Jung , psiquiatra suíço e fundador da Psicologia Analítica, trouxe a ideia de  arquétipos como  estruturas universais do inconsciente coletivo — pad...

Os Deuses do Olimpo hoje, hoje, hoje mesmo... #00105

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Se outrora os deuses do Olimpo moldavam os destinos dos mortais com paixões, guerras, fertilidades e sabedorias, hoje eles retornam sob outras formas: como forças arquetípicas, sistemas simbólicos e dinâmicas sociais que continuam a agir sobre nós.  A leitura de suas manifestações nos céus, traduzidas pelos astros, não é profecia, mas metáfora do que a humanidade precisa encarar para crescer. O Olimpo não está fora de nós, mas condensado nas tensões da vida coletiva. Afrodite , Ártemis , Atena , Ares , Deméter , Zeus , Cronos , Urano , Netuno e Plutão são forças vivas que pedem consciência, responsabilidade e coragem. Cada planeta em sua posição lembra que os mitos continuam pulsando: eles não são passado, mas presente. O que os deuses exigem da contemporaneidade é simples e radical: que transformemos instinto em consciência, paixão em criação, fúria em coragem, sonho em prática, poder em justiça. Que o Olimpo deixe de ser apenas céu distante e se torne horizonte ético para a hum...

O que os deuses do Olimpo exigem de nós hoje? #00104

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O que os deuses pedem da humanidade hoje Se outrora os deuses do Olimpo moldavam os destinos dos mortais com paixões, guerras, fertilidades e sabedorias, hoje eles retornam sob outras formas: como forças arquetípicas, sistemas simbólicos e dinâmicas sociais que continuam a agir sobre nós. A leitura de suas manifestações nos céus, traduzidas pelos astros, não é uma profecia, mas uma metáfora do que a humanidade precisa encarar para crescer. Os deuses não desapareceram — apenas trocaram de vestes.  Hoje eles se manifestam nas redes, nos mercados, nas ruas e nos laboratórios. Habitam os algoritmos, os discursos, as crises e as utopias.  Onde há criação, conflito e desejo, lá estão eles, pedindo que despertemos. Zeus continua a testar nossa relação com o poder e a medida; Hera, nossa fidelidade e inveja; Atena, a sabedoria que precisamos para não confundir inteligência com astúcia; Ares, a raiva que deve se tornar ação justa; Afrodite, o amor que precisa ser mais que consumo; De...

O mito de Deucalião e a grande inundação #00103

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Deucalião e o Dilúvio na Mitologia Grega Deucalião, filho do titã Prometeu e de Clímene (ou Prônia), era conhecido por sua sabedoria e piedade. Casou-se com Pirra, filha de Epimeteu e Pandora. Houve um tempo em que a humanidade havia se tornado corrupta e violenta, desrespeitando os deuses, especialmente Zeus. Diz o mito que, irritado, Zeus decidiu destruir os humanos com um dilúvio. Prometeu, prevendo o plano divino, alertou Deucalião, que construiu uma arca para se salvar junto com Pirra. O dilúvio durou nove dias e nove noites, cobrindo a Terra, até que a arca repousou sobre o Monte Parnaso (ou Etna, em algumas versões). Após o dilúvio, Deucalião e Pirra consultaram o oráculo de Temis sobre como repovoar a Terra. A resposta enigmática dizia: “Lancem os ossos de sua mãe sobre a Terra.” Compreendendo que “mãe” era Gaia (a Terra) e os “ossos” as pedras, lançaram-nas por sobre os ombros: as pedras de Deucalião tornaram-se homens e as de Pirra, mulheres, dando origem à nova humanidade. ...