O jovem Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas #00454
Esta é a narrativa de fundação mais conhecida da Umbanda.
Segundo a tradição ligada a Zélio Fernandino de Moraes, em 1908, no Rio de Janeiro, o jovem teria apresentado comportamentos que preocuparam sua família. Depois de passar por avaliações médicas e religiosas, teria participado de uma sessão espírita na Federação Espírita de Niterói.
Durante a sessão, segundo os relatos tradicionais, Zélio manifestou um espírito que se apresentou como um caboclo.
Outros participantes teriam questionado a presença daquele espírito por ele se manifestar como indígena. Em seguida, teria se manifestado um espírito com a aparência de um homem idoso, identificado como um Preto-Velho.
A narrativa conta que o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou uma nova forma de trabalho espiritual, na qual seriam acolhidos espíritos que, independentemente de sua origem social ou de sua aparência, tivessem condições de praticar a caridade.
A tradição atribui a ele uma declaração que se tornou emblemática: não haveria discriminação entre os espíritos que desejassem trabalhar pelo bem.
A partir daí, segundo essa memória religiosa, teria sido organizado um trabalho espiritual na casa de Zélio, que daria origem à Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
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