Não é preciso ser perfeito #00475

É preciso ter responsabilidade.
Ninguém precisa acertar sempre. Todos cometemos erros, fazemos escolhas questionáveis e, em algum momento, tratamos alguém de maneira menos cuidadosa do que deveríamos.

A diferença não está entre pessoas que nunca erram e pessoas que erram. Está, em parte, na disposição para reconhecer o erro e modificar a conduta.

Uma pessoa pode perceber que alterou o trabalho de um colega sem explicar o motivo e, depois, conversar com ele. Pode reconhecer que uma brincadeira foi inadequada e interromper esse comportamento. Pode admitir que confundiu uma preferência pessoal com uma exigência técnica.

Pode, sobretudo, deixar de exigir que o outro absorva silenciosamente as consequências de suas atitudes.

Não é necessário fazer uma grande declaração, dramatizar o episódio ou transformar cada conflito em um julgamento moral. Muitas vezes, uma conversa direta, uma explicação objetiva e uma mudança consistente de comportamento são suficientes para reparar parte do dano.

O que não é razoável é esperar que a pessoa atingida continue colaborando normalmente enquanto aqueles que contribuíram para o constrangimento se recusam até mesmo a considerar a possibilidade de que algo tenha sido inadequado.

Respeito não significa concordância permanente. Significa reconhecer que o outro tem dignidade mesmo quando discordamos dele.

E essa dignidade não deveria depender de seu cargo, de sua popularidade, de sua capacidade de reagir ou da aprovação dos colegas.




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