O homem que sempre dizia sim #00398
Ele era conhecido por resolver tudo. Um favor aqui. Uma carona ali. Uma tarefa que não era dele. Um problema que alguém “só precisava de uma ajudinha”. Quando percebeu, sua agenda estava cheia de compromissos que não havia escolhido. O curioso é que ninguém o obrigava. Quando pediam, ele dizia sim. Quando reclamava, descobria que ninguém sabia que ele não queria. Certa manhã, recebeu mais um pedido. Abriu a boca para responder automaticamente. Parou. “Não posso.” Houve um silêncio. Nada explodiu. Ninguém morreu. A pessoa simplesmente procurou outra solução. Naquela noite, ele escreveu: Não devo oferecer aquilo que depois cobrarei silenciosamente dos outros. E acrescentou: Um sim ressentido é apenas um não adiado.