O ato falho na perspectiva de Carl Gustav Jung #00458
...quando a consciência não tem a última palavra Gostamos de acreditar que somos donos do que pensamos, senhores do que sentimos e responsáveis por cada palavra que pronunciamos. Imaginamos que, quando falamos, a intenção consciente conduz o pensamento e o pensamento conduz a palavra. Mas a experiência cotidiana nos mostra que nem sempre essa sequência funciona como gostaríamos. Esquecemos nomes, trocamos palavras, cometemos enganos, dizemos algo diferente do que pretendíamos. Às vezes, o erro parece banal. Em outras ocasiões, deixa uma impressão estranha, como se aquela palavra, embora inadequada, tivesse encontrado um caminho para se manifestar. Na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, esses acontecimentos podem ser examinados a partir de uma questão fundamental: a consciência não abrange a totalidade da vida psíquica. Há pensamentos, emoções, lembranças, desejos e conflitos que não reconhecemos plenamente. Eles não deixam de existir porque não os percebemos. Podem influencia...